A toponímia de Lisboa foi enriquecida com mais um nome de um ex-aluno, na circunstância o António Aniceto Monteiro (78/1917).
A rua do investigador de matemática, nascido em 1907 e falecido em 1980, é a rua interior da Alameda da Universidade, que fica entre a Rua Prof. António Flores e a Rua Interior, entre a Faculdade de Medicina Dentária e a Faculdade de Farmácia.
Quanto à sua passagem pelo Colégio Militar recordem-se as palavras de Pedro José Cunha, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências: «E hei-de frisar a última recordação. Sempre unidos, os Meninos da Luz, em especial os do mesmo tempo, no meu curso batiam-se à porta quando julgavam vantajosa qualquer acção colectiva.
Assim, um belo dia vieram dizer-me que eu tinha de chamar o Aniceto à razão porque ele estava negar-se a assinar aquele papel que todos subscrevíamos relativo à fidelidade ao «Estado Novo», sem a qual não podia ser «funcionário público»; e de Armando Girão (426/1917): «Confesso que nem recordo os termos de tal declaração – que tomávamos como rotina, papel que entregávamos assim como se fosse, por exemplo, a certidão de idade…
Procurei o Aniceto e assim me esforcei por demovê-lo – não só por ele, que necessitava de ganhar a vida, mas na plena consciência de que o Instituto Superior Técnico perdia um mestre de altíssima craveira. Perante a teimosia do Aniceto perguntei-lhe, por fim, se ele afinal era comunista e por isso não assinava o papel? – E logo o Aniceto retorquiu: - Não sou comunista nem acredito que venha a sê-lo – mas a declaração diz que «não sou nem serei…», e não aceito limitações à minha inteligência! – Grande Menino da Luz, foi esta a lição que o Aniceto me deu e nunca mais esqueci. Perdoem-me – mas, confesso que por este Aniceto tenho ainda muito mais admiração do que pelo extraordinário matemático».
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