Lisboa tem mais uma avenida com o nome de um Antigo Aluno do Colégio Militar. Desta vez trata-se da ligação da Avenida dos Estados Unidos a Chelas, que passou a denominar-se “Avenida Marechal António de Spínola” (33/1920), por decisão da Câmara Municipal de Lisboa, que procedeu à cerimónia no dia em que se assinalava o centenário do seu nascimento (11 de Abril de 1910), em Estremoz.
No dia da inauguração, à qual compareceram vários Antigos Alunos, em consequência de uma iniciativa promovida por Comissão de Homenagem ao Marechal António de Spínola, o descerramento da lápide toponímica foi antecedido de uma missa, de sufrágio, na Igreja da Luz, e, depois, de uma romagem ao Cemitério do Alto de S. João, onde a AAACM, o Colégio Militar, a Liga dos Combatentes e a referida comissão depuseram coroas de flores na cripta onde repousam os seus restos mortais.
No local onde foi descerrada a placa toponímica, houve oportunidade para escutar Francisco Spínola, familiar do Marechal, o embaixador Nunes Barata, o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e o Presidente da República, Cavaco Silva, referirem-se ao Marechal destacando a sua vida como militar, não esquecendo o facto de ter sido o primeiro Presidente da República, após a revolução de Abril de 1974, que teve como fonte de inspiração o livro “Portugal e o Futuro”, onde o Marechal traçava a sua visão para os caminhos que Portugal devia seguir.
Na publicação editada pela Câmara Municipal de Lisboa, para lembrar o Marechal António de Spínola, o Presidente da Câmara, António Costa, começa por escrever, «O Marechal António de Spínola foi, antes de tudo e depois de tudo, um militar. Formado desde os bancos do Colégio Militar e, depois, da Escola do Exército, na velha tradição da Cavalaria, tinha uma alta noção dos seus deveres e das suas fidelidades», para terminar lembrando que «Spínola não era político. Era o militar que amou Portugal e que se preocupou com o seu destino. Cometeu erros e foi inábil por vezes. Mas o essencial a reter da sua vida e da sua carreira é o importante contributo que deu para o fim do regime ditatorial que durou meio século. Um regime que ele começou por servir, convictamente, e de que, com lucidez, coragem e patriotismo, se acabaria por afastar».
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