Março é um mês em que o Colégio é, forçosamente, tema, sendo o desfile na Avenida e a Missa na Igreja de S. Domingos os eventos com maior notoriedade, significado e impacto na visibilidade do Colégio fora das suas instalações.
Estudo recente, encomendado pela Associação e já realizado em 2010 por empresa especializada em estudos de mercado com experiência em diversos sectores e com larga reputação em instituições privadas de referência dos ensinos superior e secundário, revela que, numa amostra de 300 famílias das classes média/alta e alta, que não incluem militares nem Antigos Alunos, com filhos rapazes entre os 6 e os 11 anos, residentes na zona da Grande Lisboa (de Setúbal a Loures Norte), o Colégio é, de todos os estabelecimentos de ensino, o que tem maior notoriedade e conhecido por 94% dos inquiridos.
Mas notoriedade não é igual a conhecimento, e a notoriedade é boa se o produto e os factos com ele relacionados forem atractivos, e é má se se verificar o contrário, uma vez que os factos negativos são, em geral, considerados mais relevantes para a comunicação social.
O Colégio não precisa, portanto, de publicidade, mas de ser conhecido.
Conhecido em toda a sua realidade, e não apenas da que tem, até ao presente, sido veiculada para a comunicação social por quem, por razões diversas, pode tirar vantagens de denegrir a sua imagem.
Sem qualquer receio da verdade, e convictos de que o Colégio é a melhor instituição do país onde se educam adolesentes, e da necessidade imperiosa de levar a sua realidade - o que tem de bom e de mau - ao conhecimento da sociedade, obtivémos licença prévia do Estado Maior do Exército e convidámos 12 orgãos de comunicação social para visitar o Colégio.
O convite foi aceite por 6 dos convidados, que se deslocaram livremente no Colégio, conhecendo a realidade do dia a dia, das instalações, das aulas, dos tempos livres, da vida no Corpo de Alunos, desde as formaturas, aos refeitórios, camaratas, recreios, entrevistando diversos alunos a quem foram feitas, entre outras, as perguntas “mais difíceis”, etc...
Tivemos a grata satisfação de a maior parte dos jornalistas presentes, no fim da visita e por sua própria iniciativa, no ter vindo dizer que descobriram uma realidade muito diferente da que supunham conhecer e que a sociedade não conhece a realidade do Colégio.
Repito, o Colégio não precisa de publicidade; o Colégio precisa de ser conhecido para que sociedade percepcione a importância, para o país, dos valores que estão na base da educação dos alunos.
É nesta perspectiva, e no quadro das indispensáveis reformas que, em contínuo, permitam a sua permanente adequação à evolução da própria sociedade, que todas as partes envolvidas no universo do Colégio Miitar têm que, com inteligência e persistência, trabalhar.
O Batalhão sabe isso e mostrou-o na Avenida e em S. Domingos: não foram meninos bem comportados que fizeram uma boa figura porque desfilaram alinhados, a marchar bem e com os movimentos correctos aprendidos nas aulas de Instrução Militar. Foram 400 adolescentes que, pelo seu aprumo, e pelo brio e alegria que tão bem transmitiam no seu olhar, e com a consciência do que representa festejar publicamente o “3 de Março”, nos deram - com brilhantismo! - a lição de que ao nível deles fizeram o máximo que, naquele momento, estava ao seu alcance para transmitir a imagem para o exterior do que é o Colégio.
Que todas as partes envolvidas com o Colégio, pela assumpção das suas responsabilidades, saibam merecê-los!
Parabéns ao Batalhão!
O Presidente da Direcção
Martiniano Gonçalves
(9/1958)